Júlio de Ló Blog


Irritado

Irritação. Um sentimento que irrita. E esse é o problema, pois ao perceber que está irritado, você se irrita ainda mais. É uma bola de neve. E essa expressão é ridícula – bola de neve – nunca vi neve, se vi foi em filme ou em outro país – bola de neve – aqui é Brasil, se eu morasse na Groelândia, tudo bem – bola de neve – quem usa este termo, será que pensa mesmo que está com a bola toda ou é a bola da vez? Até entendo usar a palavra bola, afinal, Brasil, futebol, pelada… mas: neve? Não há papai Noel que agüente este calor – bola de neve – como irrita ficar repetindo “bola de neve” – neve, só se for a da clara de ovo batida, clara de ovo surrada, socada, caceteada, clara espancada. Irritado. É o que estou agora. E espero que ninguém venha me incomodar. Ou melhor… eu adoraria! Como gostaria! Ah, se quero! Sorte que a porta continua fechada. E já aviso: tocou na maçaneta, levou!



Continuo irritado! Sensação que não passa. E ninguém até agora encostou na maldita maçaneta. Olho de forma fixa como se ela fosse a minha única e pior inimiga.



Ah, irritação! Vê se sai de mim! Nesse momento gostaria de ser uma mulher. Daquelas que sofrem de TPM pesadamente. Eu sei que deve ser algo que incomoda, e muito, e apenas quem passou por isso tem o direito de discorrer sobre o assunto. Todavia, peço licença, pois dependendo do ponto de vista a TPM pode ter uma função terapêutica, ou seja, positiva, explico: imagine só, eu estou irritado, completamente irritado, cheio de problemas pessoais, profissionais, afetivos, físicos, mentais… então, eis que lá dentro, do obscuro, me vem a luz e constato: eu estou de TPM – e o mundo que se dane! Pronto, a TPM passa a ser a causa de todos os meus problemas, tirando o foco dos problemas reais e isso faz com que me sinta mais leve, pois a culpada de tudo é ela, a grande vilã rejeitada por muitas, o bode expiatório de nossas emoções, senhoras e senhoras: A TE-PE-EME! Uma salva de palmas! Um brinde a fertilidade! Vida longa à menstruação!



Eu sou homem.



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Vai à merda, é com crase ou sem crase? Ou o importante mesmo é ir? No teatro, merda é boa sorte e boa sorte então, que merda que é? Mas, para aqueles que não nasceram com a vida repleta de merda, esterco, ou ao menos um adubinho, ou com uma bunda protuberante voltada para a lua, vivendo este cotidiano que não fede e nem cheira, desejo desde já, do meu fundo, que vá com crase!



Ma-ça-ne-ta.



Irritado!

Júlio de Ló

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